Capitão Nascimento e seu legado

O sucesso do filme " Tropa de Elite " nos revelou uma realidade assustadora. A ineficiência do poder público em defender o cidadão e organizar o estado como um todo, gera desconfiança da população e faz com que personagens como o Capitão Nascimento sejam considerados heróis nessa guerra violenta que toma conta do nosso país.

Capitão Nascimento é um homem cheio de conflitos e acredita que violência se combate com violência, fato já desmentido por inúmeras pesquisas e estudos sociológicos. A vulnerabilidade da sociedade e a falta de confiança em soluções propostas pelo estado foi comprovada no sucesso que a personagem faz no Brasil inteiro, não só nos adultos, mas também nas crianças.

Qual será o impacto do filme no futuro? Milhares de inscrições a mais em concursos na área da segurança pública? Uma onda de violência em combate a própria violência? E como fica a instituição Polícia Militar, retratada como corrupta e ineficiente?

E para finalizar: Seria o BOPE a salvação para todos os nossos problemas na segurança pública?

OBS: Vi o filme duas vezes em cópia pirata e estou indo ao cinema ver novamente !

Rabiscado por Allan Machado - Domingo, Outubro 21, 2007 Ã s 9:51 PM
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Jornalismo não é Glamour

Trabalhar na televisão deve ser um sonho de muita gente. Esse mundo de celebridades e famosos fascina até mesmo o menos estudado. Mas será que realmente o mundo da TV é tão especial assim ?

Quem escolhe ser jornalista não deve nunca pensar em TV como uma festa. O trabalho é árduo e estressante. Os prazos são sempre pequenos e as atividades sempre para ontem. Como não existe a possibilidade de erro, brigas e discussões são fatos normais, devendo ficar somente no local de trabalho. Difícil ? Demais, mas é e deve que ser assim. Como você, todos tem suas obrigações e seu produto (programa) tem que entrar na grade de programação. E não só entrar na grade de qualquer jeito, mas sim ser um bom produto para o telespectador. Por falar nisso, o telespectador é cruel. Mal sabe ele o poder que tem nas mãos. Um break errado e a audiência vai por água à baixo. Até a ordem das reportagens que vão ser exibidas deve ser pensada com segurança. Uma sequência de notícias ruins pode cansar quem assiste e consequêntemente vem a mudança de canal. Quedas no índice de audiência é reunião na certa. E da-lhe broncas e pedidos de mudanças do chefe. Aliás, o chefe tem quase a minha idade. É de assustar qualquer profissional ver uma pessoa com apenas 25 anos assumir a gerência de jornalismo de uma emissora em pleno crescimento. Crescimento que assusta até a Globo, que já não esconde mais sua preocupação com os números da concorrente.

Confesso que senti medo ao pisar pela primeira vez dentro de um estúdio. E não me senti nem um pouco a vontade dentro de uma redação. É uma correria, uma falação, telefones tocando a todo momento, barulho de teclados e impressoras... Deus, o que é isso ? Menos de uma semana e eu já estava de saco cheio.

Comecei na Apuração, onde as notícias são devidamente checadas e apuradas, para que o produtor do programa coloque no ar. Meu horário era covarde: todos os dias, de 6 da manhã as 11:00. Alguém já fez o teste de acordar as 4:30 da manhã, dormindo no dia anterior as 23:00 ? Xingava todos os palavrões que eu aprendi em toda a minha vida quando o relógio despertava. Ao chegar no serviço, o telefone era o meu melhor amigo. Tive que aprender a gostar dele. Não sei se já comentei com vocês que tenho uma pequena birra de telefones. Uso celular somente para não ficar desligado do mundo, mas se pudesse jogava no lixo. Minha função era ficar de olho nos concorrentes com maior poder de noticiabilidade para não tomarmos furos de reportagens. Além disso, também tinha que ligar para TODAS AS DELEGACIAS E BATALHÕES DE POLÍCIA atrás de matérias. Para quem odiava falar ao telefone, dá para imaginar a tortura que isso me proporcionava?


Mas a sorte estava do meu lado. Depois de um mês no inferno, o céu abriu as portas para o Macaco. Surgiu uma vaga no departamento de Esportes. Que alegria, que emoção, não precisar de acordar tão cedo e ainda trabalhar com um assunto que me agrada era presente de natal antecipado. Mudança radicalmente boa, mas as responsabilidades não diminuiram. A correria e a sintonia para que o programa entre no ar são as mesmas do jornalismo.

Pude confirmar aquilo que já tinha desconfiado : Ser jornalista não é ser celebridade. Se você pensa em trabalhar na área, faça uma reflexão profunda, pois só sobrevive quem gosta de verdade.


OBS: Ainda não sei se vou sobreviver !!! Ah, quase esqueço, trabalho da Rede Record Minas !

Rabiscado por Allan Machado - Quinta-feira, Outubro 11, 2007 Ã s 7:39 PM
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Quem controla essa bagaça? Estudante com um objetivo real e único : Transmitir idéias e pensamentos crí­ticos, sem perder a esportiva. Divertir e informar serve como ideologia barata !

Macaco
Nem bom, nem ruim, apenas diferente dos demais.
Ao contrário do obvio, macaco não gosta de bananas.
Dotado de sistema crí­tico e racional, não dando importância a Dogmas ou Paradigmas. Feio, porém simpático. Liberdade e Sabedoria para todos!



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